confissão

“Confessarei, aliás, que o trabalho de tradução é a meus olhos coisa bem mais importante do que se pensa. A vida psíquica dos homens não tem  outro tabique tão forte como a linguagem. É, com efeito, graças à linguagem que se consegue pensar; ora, a faculdade de adaptação da linguagem herdada é tão pequena que a gente não pode, por assim dizer, conceber senão o que a língua permite , a tradução, que força uma língua a dobrar-se acompanhando as curvas de um pensamento estrangeiro, é, mais ou menos, o único meio de comunhão espiritual requintada entre as nações.”

— Michel Babits, “En traduisant Dante”, em Nouvelle Revue de Hongrie, maio de 1939. Tradução de Paulo Rónai, citado em Escola de tradutores.